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Alunos do PCGN conhecem Estaleiro Jurong e Portocel
Postado em: 20/05/2015
Alunos do PCGN conhecem Estaleiro Jurong e Portocel
Os 33 alunos que integram a 11ª turma do Programa de Capacitação de Gestores de Negócio (PCGN) do Transcares não marcaram presença na sala de aula, na sexta-feira, 15 de maio. No entanto, os conhecimentos teóricos daquele dia não foram perdidos. Muito pelo contrário! Muita coisa do que a turma não aprendeu em sala foi visto de perto, ao vivo e em cores, durante uma visita técnica ao Estaleiro Jurong e ao Portocel - Terminal Especializado de Barra do Riacho, ambos em Aracruz, Região Norte do Espírito Santo.

A aula prática integrou o terceiro módulo do programa de treinamento, Operações Logísticas, e serviu também de visita técnica da Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte de Cargas (ComJovem-ES). E além da professora Liana Almeida de Figueiredo, acompanharam os alunos e os jovens empresários o superintendente do Transcares, Mario Natali, e as profissionais do setor de Recursos Humanos da entidade, Mariana Benincá e Priscila Bouguignon.

A primeira parada do grupo foi no Estaleiro Jurong Aracruz (EJA), que chegou para realizar uma modalidade de negócios inédita no Estado. Com o avanço da exploração do petróleo na camada pré-sal, as expectativas de investimentos em infraestrutura naval tornaram necessária a criação de um estaleiro apropriado para suprir as demandas dessa indústria, que exige tecnologia de ponta e produtos de qualidade para a realização de projetos ousados.

A estrutura oferecida pelo empreendimento estará preparada para atender não só as demandas da Petrobras, mas as exigências do mercado mundial, na fabricação de embarcações e jaquetas (estruturas básicas das plataformas de petróleo).

E um dos grandes diferenciais do estaleiro é o fato dele estar em obra e operação ao mesmo tempo, como explicou a Analista de Sustentabilidade, Bruna Tose. “Conseguimos a licença de operação antes do fim das obras, ou seja, já estamos operando mas as obras do estaleiro continuam”, ressaltou ela. A Licença Prévia e a Licença de Instalação saíram em 2010 e a Licença de Operação no ano seguinte.

Depois de ser “apresentado” ao estaleiro o grupo fez um tour pelas instalações a bordo do ônibus e na companhia do Coordenador de Logística, Fabio Celin, que abordou a alta tecnologia local, a capacidade de Jurong de conduzir entre dois e três projetos de uma só vez e deu um dado importante, principalmente nesse momento de economia delicada: “Jurong está contratando”, disse.

Impressionada com a complexidade do empreendimento, a professora não deixou passar despercebido o fato de Jurong estar operando mesmo em obras. “Estou impressionada”, admitiu.

Esse “detalhe” também chamou a atenção da diretora do Transcares para Assuntos da ComJovem-ES, Roberta Fiorot. “Confesso que o fato de Jurong estar operando em meio às obras me surpreendeu. É muito difícil atender às condicionantes do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) e eles não apenas conseguiram, como estão mantendo. Além disso, a organização, a estrutura e a operação de Portocel também me deixaram encantada. Estamos muito acostumados a falar, ler e ouvir a respeito dos problemas de infraestrutura logística do nosso Estado. Confesso que ver dois empreendimentos desse porte operando aqui pertinho de nós dá um orgulho...”, comentou a dirigente, que registrou muitos momentos da visita com fotos.

Portocel

De Jurong o grupo foi direto para Portocel, porto de propriedade conjunta da Fibria e da Cenibra, duas das maiores empresas produtoras de celulose no Brasil, e que está preparado para receber navios continuamente, 24 horas por dia, em todos os 365 dias do ano. Ele é o único terminal do Brasil especializado na movimentação de produtos florestais, ou seja, celulose e madeira.

Em Portocel, alunos e professora do PCGN, e a equipe do Transcares foram recebidos pelo Especialista em Operações Portuárias, Sérgio Lima. E terminada a apresentação institucional, que deu uma dimensão maior do terminal ao grupo, eles ainda acompanharam um pouco da movimentação no berço 1, o mais antigo, criado em 1978. O porto tem outros dois, que resultam numa capacidade de embarque anual de 7.500.000 toneladas de celulose.

“Nossa gestão se baseia em três pilares: investimento, segurança e eficiência logística. E quando falamos de eficiência logística, estamos nos referindo a algo maior, que não envolve apenas o modal rodoviário, mas todos os outros – portuário, ferroviário e aéreo. Até porque entendemos que para o segmento de cargas e logística o interessante é que todos os modais tenham um bom nível de serviço”, argumentou Lima.

Analista Comercial da Transportadora Transilva.Log e aluno do PCGN, Guilherme Costa Simões confessa que gostaria de ter ficado mais tempo tanto em Jurong quanto em Portocel. Mas afirma que tudo o que viu agregou valor e novos conhecimentos à sua realidade.

“Gostei muito das informações a respeito da operação, dos investimentos e dos benefícios que a vinda de Jurong trará para Aracruz e para o Estado. Afinal, o empreendimento vai gerar negócios para fornecedores, emprego e renda para trabalhadores locais e divisas para o Espírito Santo. Quanto ao Portocel, a operação especializada e diferenciada que ele faz é uma aula prática de logística”, elogiou.
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