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Aprendendo sobre logística portuária na prática
Postado em: 21/11/2014
Aprendendo sobre logística portuária na prática
A aula embarcada já virou tradição no Programa de Capacitação de Gestores de Negócio (PCGN), do Transcares, e este ano não foi diferente. A 10ª turma do curso se reuniu sábado, 8 de novembro, para uma aula prática de logística pelo complexo portuário da Grande Vitória. A atividade prática integrou o último módulo, Logística Portuária Capixaba e Noções de Comércio Exterior, ministrado pela professora Patrícia de Souza Costa e Silva, que também marcou presença.

E além dela e dos alunos, embarcaram no píer de Iemanjá, na Praia de Camburi, a bordo da escuna Cores do Mar, do comandante Samuel, o superintendente e o gerente do Transcares, Mario Natali e Mauro Sérgio Amorim Motta, as profissionais de RH do sindicato, Mariana Benincá e Priscila Bourguignon Siqueira, Leandro Natali, que responde pelo setor comercial, e o profissional da Codesa, Marcio Suzuki, que durante todo o trajeto foi passando informações relevantes sobre as operações e os detalhes dos berços dos portos de Tubarão, Praia Mole, TVV e Vitória.

A quinta aula embarcada do PCGN começou oficialmente no Porto de Tubarão, um dos maiores portos mundiais para exploração de granéis sólidos e que conta com dois piers para embarque: o terminal de produtos diversos (TPD), para movimentação de contêineres, carga geral e granéis sólidos, e outro terminal para granéis líquidos. De propriedade da Vale, é o maior porto de exportação de minério de ferro do mundo.

No prolongamento do Terminal de Tubarão está o Porto de Praia Mole. Operado por um condomínio de grandes siderúrgicas do Espírito Santo e Minas Gerais (ArcelorMittal Tubarão, Gerdau Açominas e Usiminas) e administrado pela Codesa, ele é considerado o maior porto de exportação de placas de aço do mundo e um dos terminais de maior produtividade do Estado. Junto com Tubarão, ele forma o maior complexo brasileiro de tonelagem.

A próxima “parada” da turma foi no TVV (em frente ao cais de Vitória) e no CPVV (em frente ao Forte do Saldanha). Entre uma informação e outra, Suzuki explicou que o primeiro é especialista em atender navios conteineiros e o segundo opera com embarcações offshore. E de lá, a embarcação passou pelo Porto de Vitória, composto por vários berços e terminais para a movimentação de diversos tipos de cargas, e também para a recepção de navios de cruzeiro marítimo. Ele é administrado pela Codesa, assim como o Cais de Capuaba e o de Paul, ambos em Vila Velha.

Ainda sobre o Porto de Vitória, Marcio Suzuki chamou atenção para dois detalhes. Ele falou que o potencial turístico do Estado continua sendo pouco explorado. Prova disso é que entre 2014 e 2015 apenas três cruzeiros vão atracar em solo capixaba. “Existem projetos de construção de terminais de passageiros aqui para o Estado. O de Vila Velha ficaria na Prainha e o de Vitória na Praça do Papa. Mas há anos ouço falar deles e não os vejo sair do papel”, ressaltou.

E destacou, ainda, a baixa movimentação de cargas do Porto em comparação a Tubarão. “Ano passado, enquanto Tubarão movimentou 110 milhões de toneladas/ano, o de Vitória fez apenas sete milhões. Esse resultado, contudo, pode ser reflexo da dragagem e das obras do cais”, esclareceu.

Durante a aula, Suzuki comentou também a respeito da lei dos portos, cujo objetivo é atrair investimentos privados e, consequentemente, aumentar a produtividade e competitividade do modal que tem tudo a ver com a vocação logística do Espírito Santo.
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