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#AssociadoemFoco: “Ficou no mercado quem tomou atitude e diversificou negócios”, diz Adilson Simões
Postado em: 12/09/2019
#AssociadoemFoco: “Ficou no mercado quem tomou atitude e diversificou negócios”, diz Adilson Simões

Há pelo menos 10 anos, o transporte rodoviário de cargas está numa espécie de ringue, lutando contra a economia. Quem defende essa conta é o empresário Adilson Simões, diretor comercial da Transilva Log e entrevistado desta semana do #AssociadoemFoco. E quando o está em pauta são os desafios, previsões e expectativas a respeito do segmento que conhece tão bem, ele vai ainda mais fundo, afirmando que nesse meio tempo só continuou no mercado quem tomou algum tipo de atitude.


“Continua operando quem conseguiu adequar realidade de custo à receita, quem tentou agregar outras frentes de trabalho à atividade transportadora”, exemplificou. E ele fala de diversificação por experiência própria, já que a própria Transilva Log, uma das maiores empresas do Estado, buscou novos caminhos para se reinventar no mercado.


A empresa, fundada no Espírito Santo em 1974 e que se firmou como referência em transportes e serviços inseridos na cadeia logística, integra o Grupo Veno, criado justamente para unificar e agregar serviços comuns no setor de transportes e logística. Além da transportadora, também fazem parte do Grupo a DTL (Destaque Transporte e Logística), a Autoviva, concessionária Iveco no Espírito Santo, e o Codep, condomínio logístico que está sendo construído na Rodovia do Contorno.


“Estamos trabalhando firme, aguardando a reviravolta que pode chegar a qualquer momento na economia”, ressaltou ele, cuja análise econômica e financeira do TRC denota, neste momento, um mercado parecido com o de 2018.


“Num comparativo entre o primeiro semestre de 2018 e o de 2019, observamos um leve crescimento, com alguns setores tendo se destacado mais que outros. A Reforma da Previdência foi o primeiro passo, a primeira ação do governo para fazer a máquina voltar a rodar e começarmos a vislumbrar mais receita e arrecadação, afinal ninguém consegue trabalhar com saldo negativo eternamente. Nosso grande problema é que a economia continua muito oscilante e isso inibe investimentos. Economia oscilante e insegurança jurídica: essas duas juntas inviabilizam os projetos de longo prazo. E isso não é positivo para as empresas, nem para os estados, muito menos para o Brasil”.


Inovar é preciso


Simões faz questão de ressaltar o que meio mundo já sabe: não é apenas a economia oscilante a “responsável” por exigir a mudança de mindset de quem opera no segmento. Ele alerta para o “chamado” do próprio mercado, que está vivendo sob o forte impacto da transformação digital, chama a atenção para grandes empresas e serviços que se tornaram obsoletos e “sumiram do mapa” – casos das companhias Kodak e Olivetti, e de serviços como aluguel de fitas de vídeo e o próprio táxi – e, de certa forma, conclama os empresários a pensarem e fazerem diferente.


“Hoje em dia, quem não acompanha as novidades do setor não consegue trabalhar. Além de uma série de exigências inerentes ao segmento, temos o próprio caminhão, que no passado era bem simples e atualmente é uma máquina. Agora não basta saber dirigir, é preciso analisar os modelos do mercado, avaliar se o semirreboque é ideal para o negócio, avaliar custo e tecnologia. Quem não estiver atento a cada um desses detalhes fica pelo caminho”.


 


Associativismo


Na opinião de Adilson Simões, “associativismo é a mola-mestra que mantém uma classe unida”. Segundo ele, é por meio dela que os empresários conseguem se manter informados a respeito de questões relevantes do segmento e do mercado, e enxerga temas que a operação não propicia. “Sozinho, eu sou uma voz isolada, sem força política, técnica, jurídica e estrutural. Mas por meio da participação numa entidade de classe, encontro um ‘atalho’ que me permite ganhar força, profissionalismo e robustez”.


 



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