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Candidatos ao governo participam de sabatina na Fetransportes
Postado em: 19/09/2014
Candidatos ao governo participam de sabatina na Fetransportes
Os dois principais candidatos do governo do Estado, Renato Casagrande (PSB) e Paulo Hartung (PMDB), participaram de uma sabatina realizada pela Fetransportes e pelos seus sindicatos filiados – Setpes, GVBus, Transcares, Sindliqes, Sinfrevi, Sinfres e Sinfrenor – na terça-feira, 16 de setembro, no auditório do Setpes, em Vitória. Candidato à reeleição, Casagrande se reuniu com os empresários na parte da manhã e Hartung foi recebido à tarde.

Dentre os dirigentes e empresários presentes, estavam os presidentes da Fetransportes, do Setpes, do GVBus, do Transcares e do Sindliqes, José Antonio Fiorot, Jerson Pícoli, Simone Chieppe Moura, Liemar Pretti e Joceny Callenzane, respectivamente, além do presidente do Espírito Santo em Ação e vice-presidente da Fetransportes, Luiz Wagner Chieppe.

Ao todo, foram feitas cinco perguntas aos candidatos – uma do GVBus, uma do Transcares, uma do Setpes, uma do Sindliqes e a última da Fetransportes –, todas relacionadas aos principais problemas e demandas do setor no Estado.

Confira abaixo o que os candidatos disseram a respeito dos temas elencados pelo setor de transportes.

GVBus – Se eleito, seu governo manterá os investimentos destinados à infraestrutura dos transportes públicos e à política de subsídio para desonerar a tarifa para os usuários do transporte público de passageiros metropolitano?

Renato Casagrande: Sim! Vamos manter e ampliar mais um pouco. Nós ainda vamos incorporar o Aquaviário. Aliás, publicaremos o edital do Aquaviário e será a mesma tarifa do Transcol. Não vamos ampliar o atual subsídio, mas ampliar serviços.

Paulo Hartung: Nunca mudei um nome de programa que estivesse dando certo. O que eu não faço é colocar gente desqualificada para trabalhar. Eu ralo para achar gente qualificada. Precisamos de um bom time. Então, contem comigo para não mexer naquilo que está dando certo.

Transcares – Além dos projetos de mobilidade urbana, com várias obras anunciadas e contratadas, como o Sistema BRT e o reativamento do Aquaviário, de que forma o senhor espera contemplar o segmento de cargas e logística?

Renato Casagrande: Estou trabalhando para dar ao setor de transportes as mesmas condições de competitividade que vemos em outros estados. Nesse sentido, tenho conversado com o Transcares, que conseguiu, inclusive, uma linha de crédioto especial com o Bandes. Vocês fizeram propostas na área tributária e elas estão sendo avaliadas. E já adianto que vamos adequar a questão tributária para termos capacidade produtiva.

Paulo Hartung: O que precisamos agora é de uma agenda clara de como o Estado resgata o papel no comércio exterior e, particularmente, na exportação, tendo em vista a sua localização geográfica e suas vantagens naturais. Como faremos isso? Através da infraestrutura econômica. E nesse contexto, precisamos melhorar para ganhar competitividade sistêmica, discutir o cronograma da economia e modificar alguns aspectos. O que tem de ser feito? Trabalhar, negociar e articular!

Setpes – Atualmente, as tarifas do transporte urbano praticadas nas cidades do Espírito Santo são maiores que a tarifa do transporte metropolitano. Isso se deve ao fato de que existe subsídio para o sistema metropolitano, o que não acontece na gestão local por falta de recurso das prefeituras. Se eleito, o que poderia ser feito para minimizar esse impacto? E os transportes urbano e rodoviário intermunicipal estão sendo pensados como prioridade estadual ou apenas metropolitana?

Renato Casagrande: Nossa gestão aponta para os dois caminhos. Com o BRT, serão 35 km de corredores exclusivos de ônibus. Mas a iniciativa tem de ser dos prefeitos de Vitória e Vila Velha. Vamos resolver também um problema no setor rodoviário. Basta aprovarem uma lei na Assembleia, que autoriza concessão.

Paulo Hartung: Criar expectativa numa questão como essa eu não faço. Seria como vender terreno na lua. O Estado não tem condições de assumir o subsídio de um município. Não me comprometo com isso. Me comprometo a manter a polícia organizada e as finanças equilibradas, e a pensar soluções técnicas para o problema.

Sindliqes – Em função do crescimento do setor de petróleo e gás, aumentam também as demandas do segmento de transporte de cargas líquidas e inflamáveis. O senhor possui algum projeto para reduzir a burocracia que impera nessa área?

Renato Casagrande: Nossa gestão está modernizando o Iema. Para se ter ideia, em novembro não teremos mais processos em atraso. Parece ficção, mas recebemos o Estado com sete mil pendências e em novembro vamos zerar. O empreendedor quer uma resposta: sim ou não. E é isso que daremos a ele. Já com relação à redução no valor das taxas, podemos avaliar. Se quiser, o sindicato pode nos encaminhar suas propostas.

Paulo Hartung: Precisamos nos submeter à legislação ambiental do País. Mas é possível, sim, que o Estado evolua para se tornar menos burocrático e mais ágil para responder. Temos de olhar essas experiências onde os órgãos licenciadores do governo, em vez de ficarem em repartições separadas, fiquem em uma só. Precisamos agilizar as respostas porque é isso o que o empreendedor quer!

Fetransportes – O Espírito Santo é, reconhecidamente, um estado de vocação logística. Mas, infelizmente, tal característica não tem sido bem explorada. Sendo eleito, quais estratégias o seu governo desenvolverá para que o Estado passe a ser percebido como um importante polo logístico? E qual será sua articulação junto ao governo federal para que consigamos, de fato, os investimentos necessários para a melhor infraestrutura dos modais de transporte?

Renato Casagrande: Eu vou me relacionar bem com o governo federal, assim como fiz com a presidente Dilma Rousseff (PT), e levarei as pautas de nossa agenda, que, aliás, o governo federal conhece muito bem. Qualquer presidente que seja eleito conhece nossas dificuldades e eu vou batalhar por elas, pois é preciso insistir na articulação. Mas é claro que se for a Marina esse trabalho será mais fácil.

Paulo Hartung: Eu conversei com o Lula em 2002, quando fui eleito. Disse a ele sobre a situação do Estado e tinha como interlocutor João Coser. Qual o caminho agora? O mesmo. Não sei quem será o presidente. Mas vou batalhar pela relação, mesmo se eu tiver uma porta fechada.
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