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É hora de prestar contas
Postado em: 29/12/2016
É hora de prestar contas
Quando tive a honra de ser escolhido para dirigir a NTC pelo mandato de três anos que se encerra no próximo dia 31 de dezembro, fiz, de público, uma única promessa: lutar pela causa do transporte rodoviário de cargas buscando, sobretudo, disponibilizar ferramentas que pudessem favorecer a saúde econômica e tarifária das empresas do nosso setor.

Já no primeiro mês, janeiro de 01 de janeiro de 2014, firmamos um convênio com a Fundação Dom Cabral, considerada a melhor escola de negócios do País, que dava acesso a um programa de consultoria, a preços subsidiados, para os sócios da NTC e também das entidades que compõem o nosso sistema de representação. Em seguida, organizamos um seminário para o lançamento desse programa nos auditórios da entidade em São Paulo, estes ficaram superlotados. Na oportunidade, começamos a discutir a discutir os rumos do nosso setor, especialmente no campo econômico. Ali foi lançada a meta-síntese do que regeria o mandato de nossa diretoria: Atitude e Gestão.

Era o primeiro passo para a concretização de uma ideia muito maior, a retomada das reuniões do Conet e da Intersindical que foram redesenhadas e adaptadas aos novos tempos. A primeira edição, ainda experimental, foi na cidade de Fortaleza, ainda em 2014. A elas seguiram-se mais quatro edições nos dois anos sucessivos: Salvador, Florianópolis, São Paulo e Bento Gonçalves. A próxima edição está marcada para o período de 09 a 12 de fevereiro de 2017 na Pousada do Rio Quente, em Goiás. As inscrições estão abertas.

Este foi um grande passo, um verdadeiro divisor de águas para o nosso setor por reunir num mesmo ambiente empresários e entidades de classe de todo o País, ensejando, além das discussões econômico-tarifário no Conet e as bandeiras do setor na Intersindical, promovem a integração entre todos os participantes, com espaço inclusive para seus familiares. Aliás, na próxima edição, será aberto, pela primeira vez, um espaço para o público feminino.

Os resultados dessa mescla virtuosa tem sido expressivos. Tomemos como exemplo as reuniões ocorridas em Bento Gonçalves. O Conet apresentou e colocou em discussão uma ampla pesquisa feita entre as empresas do setor que avaliou a grande defasagem dos fretes praticados em relação ao seu custo médio, tanto na carga fracionada como na de lotação, além de medir a temperatura quanto às expectativas do empresariado em relação ao futuro a economia e do setor. Já a Intersindical colocou em votação uma série de medidas visando contribuir para com a necessária reforma trabalhista; todas as medidas aprovadas já estão no Congresso Nacional, posto que foram compreendidas e por isso adotadas por vários parlamentares. Na Pousada do Rio Quente, além de tudo isso, abordaremos ainda a questão aguda do roubo de cargas nas rodovias e nas ruas das cidades brasileiras.

O resultado final discussões e documentos gerados nesses dois encontros forma enviados a todas as entidades do nosso setor, mesmo as que não puderam estar presentes, para que pudessem repercuti-los junto aos empresários de suas respectivas bases; e assim sempre será feito.

Nessa mesma esteira, procuramos reforçar nossas Câmaras Técnicas. Esse reforço não foi apenas técnico, mas, acima de tudo, empresarial. Procuramos agregar nesses organismos os mais diversas os principais empresários de cada segmento e as várias correntes de pensamento. Porque sabemos que somente o debate de ideias, por mais opostas que possam parecer a princípio, é capaz de quebrar barreiras e construir pontes para o progresso deste nosso segmento tão importante para a economia brasileira.

No âmbito interno da entidade, tivemos coragem de tomar atitudes importantes para melhorar nossa gestão, procurando mantê-la focada nos movimentos e avanços do setor, com ferramentas modernas e eficientes e também adapta-la aos tempos difíceis vividos por todos nós. Por isso, reformulamos nosso parque de informática não só com novos computadores, mas também com softwares modernos e de eficácia comprovada, de modo a dar suporte às demandas que vem crescendo cada vez mais, em ritmo e intensidade.

Mesmo com todas agruras geradas pela crise que atingiu horizontalmente o Brasil, conseguimos, através de muito esforço, muito empenho, ter o financiamento necessário para manter todos os eventos da nossa grade que percorreram praticamente todas as regiões do País, levando e trocando informações, afinal, somos uma entidade de abrangência nacional. Até mesmo a Fenatran foi realizada, ainda que em edição reduzida, graças aos esforços da própria NTC e de parceiros como a Anfavea, a Anfir e a Reed Alcântara Machado; tudo isso para mantê-la viva e forte e pudesse voltar a ter a mesma pujança, como acontecerá em 2017.

No campo político, pudemos, junto com as demais entidades do nosso setor e a própria CNT, atuar em diversas frentes, buscando sensibilizar com argumentos e dados sólidos, as autoridades governamentais de nível nacional em todas as esferas. Exemplo disso foi a desoneração da folha de pagamentos que possibilitou às empresas ter fôlego para evitar mais demissões e o desmonte acelerado de toda nossa atividade.

Enfim, foram três anos de muita transpiração, de muita inspiração e muita garra por parte de uma diretoria e um corpo profissional aguerrido e comprometido com uma única causa: o desenvolvimento do TRC, aí considerado em seu sentido mais amplo.

É certo que temos muito trabalho pela frente, pois a recuperação que, confiamos virá em razão da grandeza da nossa economia e do nosso povo, será gradual, exigindo sacrifícios, empenho e criatividade por parte de todos nós. No nosso radar de curto e médio prazo, está sem dúvida o Marco Regulatório em discussão no Congresso Nacional que exigirá muita atenção e muito debate pois poderá mexer muito com as características da nossa atividade.

Foi pela consciência de que a missão ainda não acabou que atendi ao pedido dos transportadores reunidos em agosto deste ano em Bento Gonçalves para que continuasse à frente da NTC por mais três anos. Mesmo tendo minha própria empresas para dirigir, desviando como todos os colegas transportadores das fortes turbulências que todos enfrentamos em nosso dia a dia, não pude me furtar a dedicar mais um período à busca por um transporte rodoviário de cargas mais dinâmico e mais justo.

Quero agradecer especialmente a todos os diretores que me acompanharam na primeira parte desta jornada e também aos que se juntarão a nós para caminharmos juntos no próximo triênio. Agradeço também às demais entidades do nosso setor e fora dele, aos nossos fornecedores e à nossa equipe. Conto com todos para que, em dezembro de 2019 possamos ter, mais uma vez, o sentimento de missão cumprida.

Aproveito o ensejo para desejar um ano de 2017 com prosperidade e sucesso.


José Hélio Fernandes
Presidente da NTC&Logística

Fonte: NTC&Logística


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