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ECO 101 admite atrasos nas obras e pede revisão de contrato
Postado em: 30/03/2017
ECO 101 admite atrasos nas obras e pede revisão de contrato
Em abril, será apresentado o novo plano de trabalho à ANTT

Em audiência com parlamentares capixabas no Congresso nesta tarde, a concessionária ECO 101 admitiu atrasos em seu cronograma de obras e anunciou que enviará, em abril, um novo plano de trabalho para análise da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O diretor superintendente da empresa no Estado, Paulo Hanke, listou uma série de problemas que evitaram a entrega de trechos duplicados: demora em licenciamento ambiental para ampliar vias, ocupação de áreas de domínio nas margens da BR 101 e demandas judiciais com processos de desapropriação.,

Hanke também afirmou que a crise econômica implicou em queda de tráfego de até 18% no trecho administrado, mesmo que, desde 2014, o pedágio tenha resultado em R$ 510 milhões arrecadados. Um dos trechos atrasados é do contorno de Iconha, que deveria ser entregue em maio próximo. Haverá aumento de tarifa novamente em maio.

“O acionista não pensa em devolver a concessão (na aba da Medida Provisória vigente), mas tem que ter solução para o contrato, que perdeu muito de suas características nesses últimos quatro anos, principalmente no Espírito Santo. Isso não quer dizer que não vai ser executado, mas pediremos uma adequação do contrato junto a ANTT para alterar o cronograma. Não adianta dizer que duplicar em tanto tempo se eu não vou ter condições”, justificou Hanke.

À reportagem, o superintendente negou que haverá atrasos em duplicações. Defendeu que essa ampliação será feita não em trechos seguidos, mas picotados segundo os casos mais críticos. Outra medida a ser acelerada seria a construção de terceiras faixas em áreas de declive, para que o tráfego pesado não barre o fluxo ágil dos veículos. Outra solução com estudo de viabilizada já autorizado pela ANTT é a construção de contornos em cidades atravessadas pela 101, como Linhares e Fundão, devido à complexidade de fazer duplicação na malha urbana habitada.

Fonte: Gazetaonline


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