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Mobilidade urbana, concessão da 101 e modal ferroviário em pauta
Postado em: 14/05/2014
Mobilidade urbana, concessão da 101 e modal ferroviário em pauta
13/05/14

O Transcares, a Associação de Empresários de Cariacica (Aec) e a Associação das Empresas Permissionárias de Regime Aduaneiro do Estado do Espírito Santo (Apra) reuniram cerca de 40 pessoas – entre autoridades, dirigentes, empresários e profissionais do setor de transportes e logística – nesta segunda-feira, 12 de maio, para debater o cenário dos projetos de transporte rodoviário e ferroviário no Estado. O evento foi realizado no auditório do Setpes, em Vitória, e contou com a presença do subsecretário de Transportes e Logística da secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), Valdir Uliana, do diretor-presidente da Eco101, Paulo Hanke, e do diretor de Planejamento e Logística do DER, Antônio Fernando da Silva Oliveira.

Antes do início das palestras, o presidente da Fetransportes, José Antonio Fiorot, resumiu em poucas palavras a importância do evento. “O que vamos tratar aqui envolve não apenas logística, mas a economia do Estado”.

Dos três assuntos colocados em pauta, mobilidade urbana, concessão da BR-101 e projetos do sistema ferroviário, este foi o primeiro a ser debatido. Valdir Uliana informou que as ferrovias EF 118, que ligará Vitória ao Rio, e EF 354, também conhecida como Transcontinental, que ligará o norte fluminense ao Matogrosso, estão inseridas no Programa de Concessão de Ferrovias, do governo federal, e são de interesse do governo do Estado.

Para o subsecretário, a EF 118 garantirá acesso ferroviário aos portos de Vitória, Central, que será instalado em Presidente Kennedy, e Açu, no Rio, e interligará o Espírito Santo à malha nacional. A Transcontinental, por sua vez, que sairá do litoral e chegará ao Pacífico, sairá levando minério de ferro e trará grãos. “E um detalhe importante a respeito da EF 118 é que o trecho que cortará o Espírito Santo terá bitola mista. Isso será essencial para não ficarmos isolados do restante do Brasil”, destacou Uliana, adiantando que já existem investidores interessados em implantar o projeto da EF 118.

“A viabilização dessas ferrovias é essencial para que consigamos integrar a malha capixaba à nacional. Estamos com novos projetos portuários à vista, como é o caso do Porto de Central, mas nesse novo cenário a presença das linhas férreas é fundamental para garantir a interligação modal”, completou Uliana. No evento, ele adiantou, ainda, que um dos grupos interessados na concessão da EF 118 fará uma apresentação detalhada do seu projeto de concessão aqui no Espírito Santo e no Rio de Janeiro em junho.

Depois de Uliana, quem assumiu o comando das informações foi o diretor-superintendente da Eco101, Paulo Hanke, que deu um panorama de como andam as obras da BR-101, passado o primeiro ano da concessão.

Segundo ele, entre 10 de maio de 2013 e 10 de maio deste ano, o trabalho da equipe se baseou na recuperação de parte do pavimento da via e melhorias na sinalização. “E a redução no número de acidentes na estrada durante os feriadões de abril foi um resultado positivo do que já realizamos”, observou. Esse valor foi usado na recuperação do pavimento, sinalização horizontal e vertical, revitalização dos elementos de segurança, recuperação de pontes e viadutos, de drenagem, limpeza, roçada, e serviços de atendimento ao usuário.

Agora, com o início do segundo ano da concessão, terão início as obras de recuperação e ampliação, que compreendem o cunho estrutural nos pavimentos e melhorias funcionais e operacionais do sistema rodoviário. Sobre o cronograma das obras, Hanke garante que ele está sendo seguido à risca.

“Cinquenta por cento da rodovia estará duplicada até o término do sexto ano da concessão, numa média de 50 km por ano, toda a rodovia (443,2 km) estará duplicada até o término da concessão e está prevista a intervenção de duplicação ou construção de faixa adicional quando atingido o ‘gatilho’ do VDMA antes do prazo máximo estabelecido”, garantiu ele, que falou também sobre os contornos de Iconha, Ibiraçu e Fundão, que serão feitos para desafogar o trânsito nesses municípios.

Sobre o pedágio, que começará a ser cobrado a partir das 24 horas do domingo, 18 de maio, os valores ficaram assim estabelecidos: R$ 2,80 em Pedro Canário; R$ 3,80 em São Mateus; R$ 3,60 em Aracruz; R$ 3,40 na Serra; R$ 3,50 em Guarapari; R$ 3,00 em Itapemirim; e R$ R$ 1,60 em Mimoso do Sul. Os valores variam de acordo com a extensão de abrangência de cada praça.

Superintende regional do Dnit-ES, Halpher Luiggi estava presente no evento e elogiou o trabalho que vem sendo feito pela Eco101. “Estamos num momento delicado, em relação ao início da cobrança do pedágio. Porém, é importante termos em mente que temos hoje um serviço de boa qualidade. Já são perceptíveis as mudanças envolvendo a 101”, disse ele, que endossou o cronograma de obras, explicando que esse planejamento é todo feito em cima de dados técnicos.

Na última apresentação da manhã, o engenheiro do DER Antônio Fernando da Silva Oliveira abordou os projetos viários para otimização da mobilidade urbana e infraestrutura logística na malha rodoviária estadual. De acordo com ele, o trabalho de Departamento de Estradas de Rodagem tem como objetivo criar a infraestrutura rodoviária para que o Estado possa receber os vários empreendimentos que estão previstos e médio e longo prazo.

Nesse sentido, ele falou dos 1.617 km de intervenções que estão por acontecer de norte a sul do Estado, entre projetos que já estão em execução (dentre eles, a duplicação do acesso a Capuaba), novos projetos (como o projeto de reabilitação e duplicação da BR-101 na entrada de Safra, em Cachoeiro de Itapemirim) e projetos em fase de licitação (por exemplo, os projetos de reabilitação do trecho da ES-264, entre Santa Maria de Jetibá e Gonçalves, e da ES-060, na Rodovia Darly Santos).

“Desse total de 1.617 km, 339 são de projetos já em execução, 670 de novos contratos e 608 km de projetos em fase de licitação”, definiu Oliveira, que, respondendo algumas perguntas do público presente, falou, ainda, sobre o Portal do Príncipe, que está inserido no Plano de Mobilidade Urbana da Setop, o projeto Via América, que está sob a responsabilidade do DER em forma de um grande e prioritário projeto, e ainda sobre uma nova via que pretende ser construída entre São Torquato e Paul. Este último é um antigo projeto da Asevila (Associação dos Empresários de Vila Velha) que está sendo aproveitado pelo DER para o desenvolvimento de um novo acesso viário que facilitará a logística naquele porto.
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