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NTC faz comunicado sobre Emex - Emergência Excepcional
Postado em: 17/02/2017
NTC  faz comunicado sobre Emex - Emergência Excepcional
Se já não bastassem as enormes dificuldades inerentes aos empreendedores no Brasil, o empresário do segmento de transporte rodoviário de cargas, obriga-se a suportar uma pressão ainda maior que qualquer outra atividade econômica: o roubo de cargas, cujas consequências são muito mais severas para todo o setor.

Assim sendo, se já não fossem suficientes as enormes chagas enfrentadas pelo TRC, agravadas por ser uma atividade desenvolvida com 80% das operações out-house, as transportadoras se vêm obrigadas a enfrentar o estado de beligerância existente em alguns centros econômicos.

Não é incomum que empresas de transporte de carga fracionada sofram até 10 tentativas de roubo por dia, sendo que 30 ou até 40% destas têm sucesso - as estatísticas oficiais são camufladas pela descrença das empresas, que não registram os boletins de ocorrências, assumindo um ônus cada vez maior.

As transportadoras têm circulado com seus veículos com escoltas veladas dentro da cidade como forma de impor um pouco mais de segurança à operação, contudo esta prática encarece sobremaneira o transporte e não impede totalmente a ocorrência de roubos.

A cidade do Rio de Janeiro passa por uma situação complicadíssima, onde as transportadoras roubadas informam onde se encontram os produtos desviados, mas a fragilidade estrutural do aparelhamento policial do estado torna sempre infrutíferas as buscas dessas mercadorias – o que faz do roubo de cargas uma das principais receitas do crime organizado na cidade.

Para piorar, várias seguradoras (Argo, Mapfre, Mitsui, Tokio Marine, entre outras) já não aceitam mais seguro de algumas cargas para o Rio de Janeiro e as demais só o fazem com franquias que chegam a 50%.

O transportador de carga e a sociedade acabam se transformando nas maiores vítimas desse cenário e falando especificamente do empresário do TRC, este não tem a mínima condição (a defasagem do frete da carga fracionada está em 11,77% segundo a última pesquisa da NTC) de arcar com a conta sozinho, sendo a cobrança de nova generalidade a solução que se impõe neste momento para cobertura dos custos agravados.

Diante disso, na última edição do Conet, realizada em Goiás, nos dias 9 e 10 de fevereiro, foi aprovada a criação da Emex – Taxa de Emergência Excepcional, uma taxa que será cobrada pelos empresários aos seus clientes e embarcadores em casos que fujam na normalidade – como, por exemplo, o que aconteceu no Espírito Santo entre os dias 6 e 10 de fevereiro, em que o movimento da Polícia Militar paralisou toda a movimentação de cargas no Estado.
Sobre a Taxa

A Taxa de Emergência Excepcional é o valor cobrado para regiões que se encontram em estado de beligerância e enquanto a situação não se normalizar. A sua cobrança se justifica pelo alto custo suportado pelas empresas transportadoras para manter suas operações nestas condições. A cobrança ocorre para todas as cargas que saem ou chegam a estas regiões, sejam elas CIF ou FOB.

Regiões onde a cobrança vigora atualmente: Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Valor de Cobrança: R$ 10,00 por fração de 100 kg mais um percentual do valor da carga que varia de 0,3% a 1,0%.

Fonte: NTC&Logística e Assessoria de Comunicação Transcares


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