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Recompor tarifas é essencial para os segmentos de carga fracionada e lotação
Postado em: 17/02/2017
Recompor tarifas é essencial para os segmentos de carga fracionada e lotação
Como de costume, a defasagem do frete do transporte rodoviário de cargas foi um dos assuntos mais debatidos na primeira edição do ano do Conet&Intersindical, realizado entre os dias 9 e 10 de fevereiro, em Rio Quente, Goiás. O diretor-técnico da NTC&Logística, Neuto Gonçalves dos Reis, e o assessor técnico, Lauro Valdívia, apresentaram os resultados da última Pesquisa de Defasagem do TRC realizada pelo Decope (Departamento de Custos Operacionais, Estudos Técnicos e Econômicos) da entidade e os índices de custos do setor.

E de tudo o que foi falado, uma coisa ficou mais do que certa: as empresas deverão recompor suas tarifas, pois a defasagem e os índices apurados pelo Decope somam 19,28% para carga fracionada – sendo defasagem de 11,77% e INCTF de 7,51% – e 30,21% para a carga lotação – 24,83% de defasagem e INCTL de 5,38%.

Além de aplicarem a correção e inflação acima, destacaram Gonçalves e Valdívia, é necessário que as empresas incluam o Gris (Taxa de Gerenciamento de Risco) em sua planilha de custos, pois o mesmo estudo mostrou que 79,5% delas não fazem a cobrança desta taxa que é essencial para manter a infraestrutura tecnológica que garante a segurança da carga transportada neste momento em que os índices de roubo de carga sobem a cada mês.

“A pesquisa apresentada em Goiás demonstrou que 82% das empresas de transporte avaliaram o ano de 2016 como pior que 2015. De fato, é impossível negar que o ano passado foi bem complicado para o transportador. E quem quiser acompanhar a esperada retomada da economia, que, inclusive, começa a dar indícios, vai ter de ‘seguir essa cartilha’ apresentada no Conet”, garante o presidente do Transcares, Liemar, que esteve presente no evento da semana passada.


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