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Roubo de cargas: todos contra um mesmo inimigo
Postado em: 22/06/2015
Roubo de cargas: todos contra um mesmo inimigo
Durante o XV Seminário de Transporte Rodoviário de Cargas, realizado em abril, na Câmara dos Deputados, um assunto recorrente voltou a ser personagem principal do debate: o roubo de cargas, cujas perdas ocorridas ano passado em território nacional ficaram próximas aos R$ 2,2 bilhões. Somente com mercadorias perdidas, a quantia totaliza R$ 1 bilhão. O restante refere-se ao valor dos caminhões que não foram recuperados.

Essa estimativa foi divulgada pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), por meio do assessor de segurança da entidade, coronel Paulo Roberto de Souza, e atinge o Espírito Santo, já que a Região Sudeste continua na liderança do total de casos.

“O roubo de cargas causa grandes prejuízos às transportadoras. Acompanhamos as ações realizadas pela NTC, participamos dos encontros regionais sobre o assunto e estamos à frente de ações locais, como é o caso desse workshop. Na ocasião, reuniremos as forças policiais locais e algumas autoridades para uma reflexão sobre esse cenário e a efetiva implementação da Portaria 072-s. Essa portaria, cuja criação teve a participação efetiva do Transcares, trata do combate ao roubo, em si, mas também estuda esse fenômeno, busca medidas de prevenção e envolve o ente público e privado”, adiantou o presidente do Transcares, Liemar Pretti.

Perdas financeiras e emocionais.

Apesar da perda financeira dos transportadores, o coronel Souza chama a atenção para um prejuízo ainda maior: a perda de vidas. Entre 1998 e 2014, foram 262 mortes durante ações de criminosos contra caminhões de carga. “Muitos dos profissionais que passaram por essa situação precisaram recorrer à ajuda de profissionais por causa do trauma e tiveram dificuldades em voltar para a estrada”.

E diante de uma realidade que não manda recado e faz vítimas, ele dá a dica – dica, aliás, que já está no corpo da lei estadual 8.246, de 3 de janeiro de 2006, que cassa a inscrição de CNPJ das empresas envolvidas em receptação de cargas roubadas. Esse é um dos caminhos defendidos pelo setor para combater esse tipo de crime.


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