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Seminário Itinerante de olho no desenvolvimento equilibrado do TRC
Postado em: 11/04/2014
Seminário Itinerante de olho no desenvolvimento equilibrado do TRC
11/04/14

O Seminário Itinerante da ComJovem, mais uma vez, passou por Vitória. A edição capixaba do evento anual, que roda várias cidades do País, foi realizada na tarde desta quinta, 10 de abril, no Hotel Golden Tulip, em Vitória, e reuniu mais de 100 pessoas. Todos interessados na programação que abordou dois temas importantes para garantir o desenvolvimento sustentável e equilibrado do TRC: a aplicabilidade da Lei 12.619 e os componentes tarifários do segmento no Brasil.

Marcaram presença no evento os presidentes da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), da Fetransportes e do Transcares, José Hélio Fernandes, José Antonio Fiorot e Liemar Pretti, respectivamente, a coordenadora nacional da ComJovem (Comissão de Jovens Empresários e Executivos do segmento), Ana Carolina Ferreira Jarrouge, e seu vice, Alexandre Aires Ribeiro, além do coordenador da ComJovem Espírito Santo, André Stelzer Fiorot.

Gerente Jurídica na NTC, Gildete Menezes foi quem apresentou o painel Aplicabilidade da Lei 12.619, o primeiro da tarde. Ela fez um apanhado geral da norma, que foi aprovada em maio de 2012 e entrou em vigor em 17 de junho do mesmo ano, mas continua sendo personagem principal de debates e análises, e atualizou o público a respeito do que está acontecendo. “Dois projetos, que visam à alteração da lei, estão em análise conjunta na Câmara dos Deputados e serão levados a Plenário para de lá sair uma decisão”, disse.

A advogada, contudo, fez questão de frisar que, com ou sem análise, a lei continua valendo. “Saímos de uma realidade de nenhum controle para controle total, e isso foi impactante para as empresas. Mas a norma veio para regulamentar a profissão do motorista, trazer uma segurança jurídica que buscávamos há tempos e ela está mudando, até mesmo para facilitar sua plena aplicabilidade. Porém, aviso aos empresários: ela não foi revogada, nem suspensa, está em pleno vigor!”

O presidente da Fetransportes, José Antonio Fiorot, endossou as palavras de Gildete e ainda fez um apelo aos empresários de transporte. “Como representantes do setor que tem o motorista como seu principal capital humano, precisamos acompanhar bem de perto tudo o que diz respeito a essa norma que já mudou a forma de fazer transporte no Brasil”.

Quem também aproveitou a palestra da Gerente Jurídica para defender a lei foi José Hélio Fernandes, presidente da NTC. Embora reconheça que essa lei acarretou algumas dificuldades para o setor, ele garante que, a curto prazo, trará benefícios, pois profissionalizará ainda mais a relação empregador-empregado e fará com que o empresário passe a conhecer ainda mais seu negócio.

Raio X Tarifário do TRC

A segunda discussão da tarde girou em torno de outro assunto que está exigindo atenção especial do segmento em todo o Brasil: seus componentes tarifários. O responsável pela apresentação foi o coordenador de Economia da NTC, José Luiz Pereira, que falou algumas vezes sobre como a profissionalização do setor e a queda da inflação, da década de 80 para cá, exigiu uma mudança de comportamento da classe empresarial. “Para nos manter no mercado, hoje, precisamos de eficiência, competitividade, produtos e apurar nossos custos”, resumiu.

E por que é tão importante calcular custo? “Para que o empresário possa remunerar devidamente as operações do TRC e também para garantir o retorno do empreendedor”, respondeu Pereira, que fez menção a um artigo escrito por Lauro Valdívia com o título “Os Coelhos da Cartola no TRC Estão no Fim”.

Naquele texto, Valdívia, que é Assessor Técnico da NTC, diz que empresas de transporte rodoviário de cargas só conseguem sobreviver tirando “coelhos da cartola”. Esses coelhos, segundo ele, são artifícios, nem sempre legais, que ajudam as empresas a pagar suas contas, e sobreviver por longos períodos. Mas, de acordo com o texto, essa situação pode estar com os dias contados, uma vez que o mercado e a legislação têm exigido outro tipo de atitude dos empresários. O texto na íntegra pode ser lindo no link http://www.portalntc.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=53348:fretes-aviltados-os-coelhos-da-cartola-do-trc-estao-no-m&catid=192:noticias-em-destaque

“As mágicas estão acabando e os empresários terão de aprender a viver na nova realidade”, destacou Pereira, que no final do painel falou sobre um software que a NTC está disponibilizando às empresas e que permite calcular frete.

Os componentes tarifários estão sendo tratados com tanta relevância pela NTC que foi eleito como tema com presença cativa no seminário deste ano. “Desde 2007 estamos passando por muitas regulamentações que nos exige outra atitude. O transporte rodoviário de cargas possui três pilares de sustentação: clientes, clima organizacional e custos. Os três são imprescindíveis, mas estamos rodando o Brasil e discutindo custos porque se as empresas não souberem o que cobrar e como cobrar, não terão como garantir sua sustentabilidade financeira”, comentou a coordenadora da ComJovem Nacional, Ana Carolina Ferreira Jarrouge.

Ana falou, ainda, da resistência de alguns empresários em participar de entidades e sindicatos. “É preciso mudar essa realidade. Precisamos trabalhar juntos para dividir problemas, trocar experiências e buscar as melhores soluções”.

O presidente do Transcares, Liemar Pretti, concordou com Ana e ainda lembrou que no Espírito Santo o assunto já vem sendo discutido desde o ano passado. Em novembro, inclusive, o sindicato realizou um debate sobre o assunto que contou com a presença de Lauro Valdívia, do coordenador da Câmara Técnica de Carga Fracionada da NTC e diretor-presidente da Patrus, Marcelo Patrus, e do diretor do Setcesp (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de São Paulo) e diretor-presidente da Jamef Transportes Urgentes, Adriano Depentor.

“Saímos daquele evento com uma certeza: a de que empresários capixabas e suas equipes, principalmente as do setor comercial, precisam rever seus custos, entender melhor seu negócio e passar a cobrar um preço justo pelos seus serviços. Se não passarmos a agir dessa forma, muitas empresas vão quebrar! E o seminário veio confirmar e reiterar essa informação”.

A magnitude do assunto é tanta, neste momento, que José Hélio Fernandes adiantou que a meta síntese de sua gestão à frente da NTC é justamente a comercialização. “Temos outras lutas, mas sem a devida comercialização de nossos produtos e serviços nenhuma outra demanda surtirá efeito. O mercado está nos exigindo atitude e gestão”, finalizou.

Além dos dois painéis, a edição capixaba do Seminário Itinerante teve outras três palestras – Inovação da Gestão Moderna do Transporte, com Valter Luiz da Luiz, da BGM Rodotec; Gestão de Pessoas na Maneira MAN de Ser, com Glauco Juliato; e Rastreamento, a Informação Veicular Aplicada na Redução de Custos e Aumento da Produtividade, com Ronaldo Oliveira, da Sascar – e foi encerrado com um debate. Participaram dele Gildete Menezes, Liemar Pretti, José Antonio Fiorot, José Luiz Pereira e o Assessor Jurídico do Transcares, Marcos Alexandres Dias. José Hélio foi o moderador.
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