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Transcares se une a outros setores para debater decreto da PMV
Postado em: 09/07/2014
Transcares se une a outros setores para debater decreto da PMV
09/07/14

Ao anunciar o interesse em atualizar o Decreto 10.364/99, que trata do ordenamento da circulação de veículos de cargas no município de Vitória, a capital do Espírito Santo, o prefeito Luciano Rezende fez acender o sinal de alerta no Transcares, que se mobilizou e convidou outros sindicatos e entidades que necessitam do transporte de cargas e logística para movimentar seus setores. E juntos, os representantes dessas entidades estão oficializando um documento, onde são expostas suas respectivas preocupações com a restrição ao tráfego de caminhões e que será entregue ao prefeito, para que se consiga chegar a uma convergência normativa.

Além do Transcares, estão inseridos nessa discussão Sindliqes (Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas Líquidas, Inflamáveis, Gasosas, Corrosivas, Químicas e Petroquímicas no Estado do Espírito Santo), Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo), Sincodives (Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Espírito Santo), Sincades (Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Espírito Santo), Acaps (Associação de Supermercados) e Centrorochas (Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais). Os representantes – dentre eles, o presidente e o superintendente do Trancares, Liemar Pretti e Mario Natali, respectivamente – se reuniram nos dias 25 de junho e 3 de julho, na sede da Fetransportes, a Federação das Empresas de Transportes do Estado). E todos fizeram manifestações.

No documento que está sendo produzido em conjunto, a Codesa, cujo representante foi Altino Marchesi, enfatizou que as restrições impostas aos horários na entrada e saída de caminhões para carga e descarga do Porto de Vitória influenciam diretamente na sua eficiência; José Francisco Costa, presidente do Sincodives, ressaltou as dificuldades de acesso dos caminhões cegonheiros para chegar às revendas na área central da cidade; o superintendente da Acaps, Hélio Schneider, citou a importância do acesso de caminhões para carga e descarga de mercadorias nos supermercados na região central; e a superintendente do Centrorochas, Olívia Tirello, destacou a complexidade desse transporte, que movimenta anualmente seis milhões de toneladas e precisa ser contemplado com condições de infraestrutura.

Presidente do Sindliqes, Joceny Callenzane lembrou que, gradualmente, os postos estão se afastando dos centros urbanos por questões ambientais, citou uma série de restrições ao tráfego de caminhões de combustíveis e outras cargas líquidas essenciais à indústria e à vida da cidade, e ainda destacou a má localização Ipem (Instituto de Pesos e Medidas), em plena Beira-Mar. “É preciso mesmo que façamos o reexame dessas restrições se não quisermos amargar mais prejuízos para o segmento”, disse.

O Transcares, por sua vez, solicita a ampliação das áreas existentes para carga e descarga no centro e demais vias da Capital, e fiscalização das mesmas pela prefeitura, e cita, ainda, a impossibilidade de abastecer a cidade em horários noturnos devido à insegurança da operação. “A eficiência logística depende de infraestrutura e condições mínimas para sua otimização, como vias publicas, áreas de carga e descarga, segurança e condições para o cumprimento de Lei 12.619/2012, que penaliza qualquer excesso de jornada de motoristas”, argumentou Liemar Pretti, que contou com o apoio irrestrito do superintendente do Sincades, César Pinto.

E sobre a intenção do prefeito de alterar o decreto, Pretti faz questão de dizer que o Transcares não é contra, mas que gostaria de fazer parte das discussões já que representa um sindicato que pode ser afetado diretamente pelas mesmas.

“É importante enfatizar que já conversamos com Luciano Rezende, que se mostrou receptivo em receber nossas manifestações. Além disso, nosso superintendente, Mario Natali, já esteve com secretário de Trânsito de Vitória, Leonardo Zanotelli, e estamos aguardando uma agenda para transmitir nossas opiniões e sugestões. Não somos contra mudanças que tragam melhorias e ordenem o trânsito. Mas queremos fazer parte da discussão, contribuir para o crescimento ordenado, pensando a cidade com um fluxo contínuo de suas vias, com menor contenção e paralisações”, finalizou.


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