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Vitória vai receber navios com até 70 mil toneladas de carga
Postado em: 04/04/2017
Vitória vai receber navios com até 70 mil toneladas de carga
As obras de dragagem do Porto de Vitória devem ser concluídas ainda neste mês de abril. O anúncio foi feito pelo diretor-presidente da Companhia de Docas do Espírito Santo (Codesa), Luis Cláudio Montenegro, durante uma reunião realizada na manhã de segunda-feira, 3 de abril. O encontro reuniu alguns convidados – o vice-governador, César Colnago, autoridades, dirigentes, empresários e imprensa – e o Transcares estava representado pelo presidente, Liemar Pretti, e pelo superintendente Mario Natali. A previsão é de que navios de maior porte já possam atracar na capital capixaba no segundo semestre de 2017.

Com as obras finalizadas, o calado do canal de acesso do porto passa para 14 metros, enquanto a bacia de evolução (onde o navio faz a manobra) chegará à cota de 13 metros, o que permitirá receber navios com até 70 mil toneladas, mais do que o dobro das 30 mil toneladas de carga – limite que está em vigor atualmente.

Segundo Montenegro, já foram retirados dois milhões de metros cúbicos de materiais do fundo da Baía de Vitória e os últimos 3,5 mil metros cúbicos deverão ser retirados ainda este mês. A Codesa já fez o pedido para que a Marinha homologue os novos limites do complexo portuário.
“Esse aumento de alguns metros do calado do Porto de Vitória representa um avanço muito grande para o Estado, com um aumento de até 60% na movimentação de cargas a granel. Isso nos permite recolocar o Espírito Santo no mercado de importação e exportação de veículos e até estabelecer novas rotas diretas de comércio com a China, reduzindo em até 15 dias as viagens para a Ásia. As cargas não terão que ser descarregadas ou embarcadas em outros portos maiores antes de virem para cá”, afirma.

Numa linha convergente à opinião de Montenegro, o superintendente do Transcares lembrou que a operação com navios maiores e a diversificação de cargas proporcionará ao Estado um ganho de competitividade do porto que, certamente, terá reflexos positivos na economia local.

Limite

Montenegro ainda explicou porque o calado da bacia de evolução não chegou aos 14 metros, como estava previsto no projeto. De acordo com o diretor-presidente, a empresa que faz a dragagem está próxima do limite de retirada de materiais que havia sido acordada em contrato.
“Se tivéssemos que tirar ainda mais rochas do fundo do mar, precisaríamos fazer um aditivo no contrato. Nós vamos discutir essa possibilidade com o Ministério do Transporte, que financia o projeto. No entanto, já afirmamos que chegamos ao calado projetado, porque temos um ganho de até 1,4 metro com a subida da maré, o que supera o que estava no projeto”.

Fonte: Gazeta Online e Assessoria de Comunicação Transcares
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