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Liderar com clareza: Transcares capacita profissionais em comunicação e compliance

Liderar com clareza: Transcares capacita profissionais em comunicação e compliance

Em um cenário que exige cada vez mais preparo das lideranças, o Transcares reuniu gestores e profissionais do transporte rodoviário de cargas e logística para uma experiência de aprendizado voltada à prática, o curso Liderança Comunicativa: Conexão, Controle e Compliance. Ministrado pela advogada Mariana Figueira, na manhã da quinta-feira, 19 de março, o treinamento destacou o papel da comunicação como ferramenta essencial para liderar com segurança e eficiência.
Curso inédito no portfólio do sindicato, Liderança Comunicativa nasceu da realidade do próprio segmento, que une alta pressão, demandas comerciais urgentes, cumprimento de prazos, gestão de jornada e necessidade constante de alinhamento entre operação e pessoas. Diante disso, a forma como o líder se comunica deixa de ser apenas uma questão comportamental e passa a ter impacto direto na execução, no clima da equipe, na performance e no risco trabalhista.
“A comunicação assertiva permite ao líder orientar, cobrar, corrigir e alinhar sem gerar ruído desnecessário, desgaste ou exposição indevida. Já o domínio, ainda que básico, de aspectos jurídicos é importante para que ele compreenda os limites da sua atuação. Hoje em dia, não basta ao líder apenas conhecer a operação, ele precisa saber conduzir pessoas com clareza, firmeza e segurança”.
A partir da proposta de apresentar ferramentas aplicáveis já no dia seguinte, sem excessos teóricos, ela destacou comportamentos que costumam fazer parte do dia a dia operacional e que, geralmente, causam ruídos. Fizeram parte dessa lista a validação de compreensão da equipe; diferença entre orientação, feedback, alinhamento e correção de conduta; e estruturação de feedback.
Segundo a advogada, presumir que comunicar é apenas falar, não validar o entendimento da equipe, confundir firmeza com agressividade e tratar orientação, feedback, correção de conduta e punição tratados da mesma forma são alguns dos erros mais comuns que as lideranças cometem.
“Não validar entendimento gera retrabalho, desalinhamento e falhas de execução. Além disso, é importante que gestores tenham em mente que cada situação exige uma abordagem diferente. Muitos conflitos trabalhistas não nascem necessariamente do conteúdo da cobrança, mas da forma como ela é feita. Às vezes a empresa tem razão no que exige, mas erra completamente na forma de conduzir a situação”, argumenta.
E mesmo à frente de um tema considerado delicado, Mariana saiu satisfeita com a “maturidade das trocas”.
“Houve uma percepção muito clara de que a liderança já não pode ser vista apenas sob a ótica operacional, abrindo margem para uma conscientização de que a forma de conduzir pessoas impacta o resultado, a retenção, o clima, a segurança e o risco trabalhista. Foi uma troca muito rica porque mostrou que existe espaço, e necessidade, para desenvolver lideranças mais preparadas, conscientes e alinhadas aos desafios atuais das empresas e do mercado”.

Por Anna Carolina Passos

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