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Transcares em agendas temáticas sobre prevenção e roubo de cargas
Um dia dedicado à segurança. Assim foi a terça-feira, 5 de maio, para o Assessor de Segurança do Transcares, Mario Natali, que marcou presença em duas agendas institucionais, em Brasília. Junto a outros especialistas em segurança e autoridades públicas, ele participou da primeira reunião do Grupo de Trabalho Permanente da Aliança Nacional pela Segurança Logística (GTP-ANSL), iniciativa da NTC&Logística, instituída por meio do Ato NTC 216/2025, cujo objetivo é articular ações integradas de prevenção e repressão aos crimes que impactam diretamente a cadeia logística nacional. E deste primeiro encontro já saiu um importante alinhamento sobre os desafios enfrentados pelo setor no combate ao roubo, furto e receptação de cargas.
Depois de aberta pelo presidente da NTC, Eduardo Rebuzzi, a reunião foi conduzida pelo vice-presidente extraordinário de Segurança, Roberto Mira, que destacou a relevância da criação da Aliança Nacional e o papel estratégico da entidade na construção de ações integradas junto aos órgãos públicos.
“Esse Grupo de Trabalho representa um passo importante para aproximar o setor privado com os órgãos de segurança pública, promovendo integração e cooperação no enfrentamento ao roubo, furto e receptação de cargas”, registrou Mira.
O encontro reuniu representantes dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Amazonas e Goiás, além do Espírito Santo, e todos tiveram a oportunidade de compartilhar experiências e práticas adotadas no enfrentamento aos crimes contra cargas, os principais desafios que ainda persistem nas operações de segurança logística e apresentar medidas com resultados positivos.
Responsável pela apresentação do Espírito Santo, Natali saiu da reunião com a certeza de que o Espírito Santo continua no caminho certo da prevenção e combate a esse tipo de crime.
“Depois de ver e ouvir a realidade de outros estados, posso atestar que o Espírito Santo continua no caminho certo. Fechamos abril com nove casos de furtos e dois de roubos, algo pequeno em relação a outros locais”, comparou ele, que compartilhou iniciativas que estão dando certo no Estado, como as leis 8246/06 e 10.638/2017, que punem a receptação de cargas roubadas e cassam a inscrição estadual do contribuinte efetivamente envolvido no crime; o GT de Estudos, Prevenção e Combate aos Crimes contra o TRC, criado em 2015; e o fórum temático realizado pelo Transcares, envolvendo autoridades e forças policiais da Região Sudeste e da NTC.
Aproveitando o ambiente, Natali também relatou o que pode melhorar no ambiente capixaba.
“Uma delas é a capacitação do setor policial envolvido combate. O policial de rua precisa conhecer melhor a área documental, de tecnologia embarcada, GRIS, medidas preventivas de condução. Temos, inclusive, um projeto, fruto de um trabalho conjunto, que envolveu Transcares, Fetcemg e Setcesp. Outro gap é a ausência de pontos de parada e descanso nas rodovias, apesar de previsto em lei. Também entendemos que o sistema de notificações de sinistros nas secretarias de Segurança devam ser repensadas e otimizadas com relação aos crimes contra o TRC, o que no Espírito Santo evoluiu muito com as publicações em tempo real no BI do Observatório. Mas nem todo o Estado tem é isso dificulta o combate”.
Outra agenda temática
Antes da reunião do Grupo de Trabalho da ANSL, Natali integrou a comitiva que se reuniu com o coordenador da RedeCarga (Rede Nacional de Enfrentamento ao Roubo e Furto de Carga) e representante do Ministério da Justiça e Segurança Pública, delegado André Luis Gossain. Nessa agenda, representantes da Secretaria Nacional de Segurança Pública expuseram pontos focais referentes à RedeCarga, iniciativa do Ministério da Justiça voltada a fortalecer a atuação integrada das forças de segurança no combate a esse tipo de crime, um dos que mais impactam a logística, a economia e a segurança pública no País.
Gossain apresentou aos participantes detalhes sobre a criação, implementação, atribuições e objetivos da iniciativa, reforçando a importância da troca de informações, da inteligência integrada e da cooperação institucional para o fortalecimento das ações de prevenção e repressão.
“Foram duas reuniões extremamente positivas. Ao mesmo tempo em que apresentamos conquistas e dores, o segmento estreitou relação institucional com o Ministério da Justiça e avançou em pautas fundamentais para o setor”, finalizou Natali.
Por Anna Carolina Passos