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GWM fará novo aporte para construir fábrica em Aracruz
A unidade deve ter uma capacidade projetada de 200 mil veículos por ano, quatro vezes a da primeira fábrica, em Iracemápolis (SP).
A fábrica capixaba da GWM, que terá a pedra fundamental lançada na próxima terça-feira, 30, em Aracruz, será a maior operação da montadora fora da China. A unidade deve ter uma capacidade projetada de 200 mil veículos por ano, quatro vezes a da primeira fábrica, em Iracemápolis (SP).
O valor do investimento ainda está em definição, mas será bilionário. Segundo a empresa, os recursos para construir a fábrica capixaba são um novo aporte, que se soma aos R$ 10 bilhões do plano da GWM para o Brasil entre 2022 e 2032, o maior entre as montadoras chinesas no país.
Dos R$ 10 bilhões inicialmente previstos para o país, R$ 4 bilhões já foram aplicados, incluindo a compra da fábrica de Iracemápolis, que era da Mercedes-Benz.
A planta será erguida em terreno doado pelo Estado, com cerca de 1,7 milhão de metros quadrados no parque industrial de Aracruz, em Barra do Riacho, região que já abriga produtoras de celulose.
O plano é que o terreno comporte também um parque de fornecedores no entorno, ponto muito importante para o Espírito Santo. A GWM segue na direção oposta à de boa parte das chinesas no quesito nacionalização. Enquanto a BYD apostou em veículos semimontados importados da China, a GWM não usou esse sistema, privilegiando fornecedores locais e processos mais complexos de montagem no Brasil.
A montadora adotou um método que chama de peça por peça. Em vez de conjuntos, chegam da China componentes isolados. Hoje, os veículos de Iracemápolis têm 15% de conteúdo nacional, em itens como pneus, vidros, espumas de banco, fluidos e toda a pintura.
A empresa tem 150 fornecedores locais cadastrados e 20 em operação. A meta é chegar a 35% de conteúdo local em dois anos e, na sequência, a 60%.
Por João Flávio Figueiredo - Folha Vitória